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quinta-feira, 19 de março de 2009

Bíblia Sagrada revisada por Richard Dawkins

Atenção: Esta é uma obra de ficção. Não a interprete literalmente.

Aviso de conteúdo: Foram eliminados versos descrevendo e/ou defendendo: suicídio, incesto, bestialidade, sadomasoquismo, atividades sexuais em contextos violentos, assassinatos, violência mórbida, infanticídios, genocídios, uso de álcool, homossexualismo, voyeurismo, vingança, corrupção de autoridades, crimes, violação de direitos humanos e atrocidades.

Erros históricos e contradições também foram eliminados. Partes copiadas ou adaptadas de outras mitologias, foram igualmente retiradas após processos por violação de direito autoral.

Aviso à exposição da versão NÃO revisada: A exposição ao conteúdo por períodos extensos ou durante os anos de formação de uma criança, podem causar delírios, alucinações, capacidade de compreensão e senso de razão prejudicada, ódio, fanatismo com violência, e não limitado ao assassinato e genocídio.

Boa leitura:
http://1001gatos.org/downloads/Biblia-Revisada.pdf

sexta-feira, 6 de março de 2009

Atheist Experience: uma idéia que deveria ser copiada

The Atheist Experience é um programa semanal da televisão a cabo americana de Austin, Texas voltado para um público não-ateu. Pessoas de qualquer matiz religiosa ou sem religião alguma ligam para lá, e nunca se sabe o que pode ocorrer.

The Atheist Experience é produzida pela Atheist Community of Austin. Esta, por sua vez, é organizada como uma organização sem fins lucrativos a fim de desenvolver e apoiar o pensamento ateísta, promover socialização e amizade, através de encontros informais ou conferências, defender o princípio da Primeira Emenda da Constituição americana que cita a separação entre Estado e Igreja e para se opor à discriminação contra os ateus.

Seria muito bom haver uma iniciativa como essa aqui no Brasil, afinal de contas, o debate sempre é bom!!!

Abaixo alguns trechos legendados de alguns programas do The Atheist Experience.

"Deus está em todo lugar"



"O medo do inferno"



"Quem criou o universo?"



"Bananas, evolução e abiogênese"



"Por que as pessoas rezam?"



"O melhor participante de todos os tempos"



"A Aposta de Pascal detonada"



"É preciso ter fé para ser ateu?"

Os papas são infalíveis mesmo?


“É preciso que os heréticos sejam esmagados pelo vosso poder e que as misérias de guerra os aproximem da verdade (...) De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva (...) Condenamos a todos os hereges sob qualquer denominação com que se apresentem; embora seus rostos sejam diferentes, estes se encontram atados por uma cola, pois a vaidade os une (...) os que amam a igreja devem armar-se para dar caça aos hereges e gozarão da indulgência e do santo privilégio concedidos aos que vão, em ajuda, a Terra Santa”.

Com essas palavras, Inocêncio III transformou a caça aos hereges em uma santa missão. No decorrer dos papados seguintes, muitos dos papas levaram a cabo a missão de extinguir qualquer filosofia e religião pagã. Muitos desses tornaram-se grandes mentores de assassinatos em massa, ganhando um lugar especial no pódio dos maiores vilões da história. Através do poder crescente da igreja e da infalibilidade papal, muitos ganharam a alcunha de hereges, mas foram poupados de julgamento, pois suas palavras e ordens eram absolutas.

Gregório IX: oficializa a Santa Inquisição e os tribunais do Santo Ofício, abençoando a perseguição aos hereges por toda a Europa.
Celestino IV: sua sede de poder é tanta que, estando os cardeais em dúvida quanto à eleição do Papa, manda trancafiá-los todos numa sala a chave, originando daí a palavra conclave (do latim: cum clave).Ficou só 16 dias no poder.
Inocêncio IV: através da bula Licet ex Omnibu, autoriza qualquer cardeal a eleger os inquisidores, multiplicando-os temerosamente. Sua frase mais famosa é: “os hereges devem ser esmagados como serpentes venenosas”.
Alexandre IV: promove a ordem dos franciscanos a inquisidores e autoriza o uso de tortura nos tribunais seculares.
Urbano IV: publica uma bula onde sugere a extensão das torturas até a conversão dos hereges. Uma vez que pedissem a conversão para verem-se livres das torturas, eram então queimados ou decepados.
Gregório X: apesar de ser considerado pacifista, foi um dos maiores defensores das cruzadas, financiando duas delas.
Martinho IV: foi o causador da separação entre a igreja romana e a igreja grega, que já não suportava mais as injustiças praticadas pela inquisição.
Bonifácio VIII: eleito, mandou seu antecessor, Celestino V, para a prisão, onde foi morto. Proibiu a cobrança de impostos à Igreja. Mesmo durante o papado, foi acusado de pederastia, heresia, sodomia e estupro.
Honório IV: condenou e perseguiu pseudo-apóstolos, homens que proclamavam a fé cristã independentemente da ICAR.
Felipe VI: Expulsou todos os judeus da França. Aqueles que eram pegos em território francês eram condenados ou transformados em escravos. Deteve a ordem dos cavaleiros templários e confiscou todos os seus bens.
Clemente VI: através da bula Unigenitus, justifica a infalibilidade papal e autoriza a venda de indulgências, arrecadando uma fortuna incomensurável para a igreja.
Pio II: manda prender os maiores intelectuais da Academia Romana, acusando-os de conspiração. Todos morrem na cadeia por inanição. Era autor de poesias eróticas e pai de 12 filhos.
João XXIII: Violou mais de 200 freiras com seu apetite voraz. Foi acusado no tribunal por 30 testemunhas de sodomia, traição, fornicação e incesto.
Nicolau V: autorizou o rei de Portugal a invadir países africanos e transformar seu povo em escravo. Ficou célebre sua frase: “Eu sou tudo em todos, minha vontade prevalecerá, Cristo mandou Pedro embainhar a espada, mas eu mando desembainhar”.
Sixto VI: financiou diversas guerras vendendo indulgências e desviava as riquezas da igreja para seus parentes.

Como podemos ver, muitos desses homens estavam longe de serem considerados santos e, talvez, a obediência do povo dava-se mais por temor aos grandes exércitos da igreja do que pela fé propriamente dita. Atualmente, muitos já foram canonizados e são considerados homens de fé e sabedoria pela ICAR.

Agradecimentos a Vides - Comunidade "Contradições da Bíblia" no Orkut

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

15 mitos sobre a Teoria da Evolução

1. Os organismos estão sempre melhorando

Enquanto é fato que a seleção natural remove partes insalubres de um conjunto de genes, há muitos casos em que organismos imperfeitos sobreviveram. Alguns exemplos disto são os fungos, tubarões, lagostim e musgos. Todos estes não se modificaram em essência durante um grande período de tempo. Estes organismos são todos suficientemente adaptados nos seus ambientes para sobrevivem sem melhorias.

Outros mudaram muito, mas não necessariamente para melhor. Algumas criaturas que tiveram seus ambientes modificados e suas adaptações podem não ter sido adequadas à sua nova situação. A adequação está ligada ao seu ambiente, não ao progresso. Anorexia pode ser fruto da evolução


2. Evolução significa que a vida mudou “ao acaso”

Em realidade a seleção natural não é aleatória. Muitos animais aquáticos, por exemplo, precisam de velocidade para sobreviver e se reproduzir. As criaturas com esta habilidade são mais adequadas aos seus ambientes e tem maiores chances de sobreviver à seleção natural. Em seguida eles irão produzir mais descendentes com os mesmos traços, e o ciclo continua. A idéia de que evolução ocorre ao acaso não leva todo o cenário em conta. Explicado fenômeno que sustentou teoria de Darwin


3. Seleção natural envolve organismos “tentando” se adaptar

Os organismos não “tentam” se adaptar, é a seleção natural que permite que vários membros de um grupo sobrevivam e se reproduzam. A adaptação genética está totalmente fora do alcance do organismo em desenvolvimento. DNA humano sofreu mudanças grandes nos últimos 10 mil anos


4. Seleção natural dá aos organismos o que eles “precisam”

seleção natural não tem “inteligência”, não pode saber o que as espécies precisam. Se uma população possui variações genéticas que são mais adaptadas aos seus ambientes, eles irão reproduzir mais na próxima geração (porque possuem maiores chances de sobrevivência), e a população irá evoluir. Se a diversidade genética não está presente a população provavelmente morrerá ou sobreviverá com poucas mudanças evolucionárias. Evolução faz grilo havaiano parar de cantar


5. Evolução é “só” uma teoria

Cientificamente falando, uma teoria é uma idéia bastante evidenciada que explica aspectos do mundo natural. Infelizmente outras definições de teoria (assim como “suposição” ou “palpite”) causam uma grande confusão no mundo não-científico quando se lida com ciência. Eles são, na realidade, dois conceitos bem diferentes. Por que não somos todos lindíssimos?

Teoria (Dicionário Houaiss da língua portuguesa):
1. conjunto de regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica
5. qualquer noção abrangente; generalidade
Ex.: falava sem parar, contava casos e expunha teorias


6. Evolução é uma teoria em crise

Não há dúvida em ciência que a evolução tenha ocorrido. Há sim, no entanto, debate sobre como ela ocorreu. As minúcias do processo são vigorosamente debatidas, o que podem fazer com que os anti-evolucionistas acreditem que é uma teoria em crise. Evolução é pura ciência e é tratada assim por cientistas em todo o mundo. Juiz dos EUA proíbe "desenho inteligente" em escola pública


7. As lacunas nos registros de fósseis refutam a evolução

Em realidade existem muitos fósseis transicionais. Por exemplo, há fósseis de organismos transicionais entre os pássaros modernos e seus ancestrais dinossauros. Há muitas formas transicionais que não foram observadas, mas isso ocorre simplesmente porque alguns organismos não se fossilizaram bem ou existiram em condições que não permitiram o processo de fossilização. A ciência prevê que haverá lacunas no registro de muitas mudanças evolutivas. Isso não refuta a teoria. Descoberto fóssil que pode ser a chave para a evolução humana


8. A teoria evolucionária está incompleta

A ciência evolucionária é um trabalho em andamento. A ciência está constantemente realizando novas descobertas com respeito a isso e as explicações são sempre ajustadas se necessário. A teoria evolutiva é como todas as outras ciências neste ponto. A ciência está sempre tentando ampliar nossos conhecimentos. No presente, a evolução é a única explicação sólida para toda a diversidade biológica existente. O que os cientistas acreditam sem poder provar?


9. A teoria é falha

A ciência é um campo extremamente competitivo. Se qualquer falha é descoberta na Teoria da Evolução ela será rapidamente corrigida. Todas as falhas alegadas, que os criacionistas colocam em evidência, foram investigadas cuidadosamente por cientistas e elas simplesmente não casam. Elas são comumente baseadas em maus-entendimentos da teoria ou más-interpretações das evidências. De onde viemos? Impossível de saber, diz cientista


10. Evolução não é ciência, pois não é observável

A evolução é observável e testável. A confusão aqui ocorre porque as pessoas pensam que a ciência é limitada a experimentos em laboratórios por técnicos com jalecos brancos. Na realidade uma grande quantidade de informação científica é reunida no próprio mundo real. Astrônomos obviamente não podem tocar fisicamente os objetos que estudam (estrelas e galáxias, por exemplo), no entanto uma grande quantidade de conhecimento pode ser adquirida através de múltiplas linhas de estudo. Isso também é verdade no caso da evolução.Também é verdade que haja muitos mecanismos da evolução que podem ser, e são estudados através de experimentação direta com outras ciências. Humanos têm evolução super acelerada


11. A maioria dos biólogos rejeitaram o Darwinismo

Cientistas não rejeitam as teorias de Darwin, eles as modificaram através do tempo à medida que mais conhecimentos tem sido descobertos. Darwin considerou que a evolução progrediu de maneira deliberada e lenta, mas em realidade já foi descoberto que ela pode ocorrer em ritmo acelerado sob certas circunstâncias. Não houve, até o momento, nenhum desafio convincente aos princípios básicos da teoria de Darwin. Os cientistas melhoraram e expandiram a teoria darwiniana original da Seleção Natural: ela não foi rejeitada. Houve também adições. Pássaros exibem seleção natural em tempo real


12. A evolução leva a comportamentos imorais

Todas as espécies animais possuem padrões de comportamentos que elas compartilham com os outros membros de sua espécie. Lesmas agem como lesmas, cães como cães e humanos como humanos. É ridículo presumir que uma criança passará a comportar-se como outra criatura quando descobre que está relacionado a ela. É absurdo ligar evolução a comportamento imoral ou inadequado. Homem é mais engraçado que mulher


13. A Evolução apóia o “mundo é dos fortes”

No século 19 e início do século 20 uma filosofia chamada “Darwinismo Social” brotou de tentativas extraviadas de aplicar evolução biológica à sociedade. Essa filosofia disse que a sociedade deveria permitir que os fracos enfraquecessem e morressem. E isso não seria apenas a situação ideal, mas a moralmente correta. Isso permitiu a racionalização de preconceitos. Alguns se tornaram muito populares como: Os pobres mereciam a situação em que viviam devido a serem menos aptos. Isso foi uma apropriação indébita da ciência. O Darwinismo Social foi, felizmente, repudiado. A evolução biológica não. Seleção natural cria robôs assassinos

14. Os professores deveriam ensinar os dois lados

Existem dezenas de milhares de visões religiosas diferentes a respeito da criação. É simplesmente impossível que todas estas perspectivas sejam apresentadas. Além disto, nenhuma das teorias é baseada em ciência e, portanto não tem lugar nas aulas de ciências. Em aulas de ciências os estudantes podem debater em que ponto uma criatura criou um novo galho na árvore da vida, mas não é correto argumentar uma crença religiosa na aula de ciência. O argumento do que seria “justo” é freqüentemente usado por grupos na tentativa de injetar seus dogmas religiosos no currículo científico.

15. A evolução é uma teoria sobre a origem da vida

A Teoria da Evolução lida essencialmente com a maneira em que a vida esteve mudando depois de sua origem. A ciência está interessada nas origens da vida (por exemplo, a composição da sopa primordial de qual a vida poderia ter se originado), mas estes não são os assuntos cobertos pela área da evolução. O que se sabe é que, independente do seu início, em algum ponto a vida começou a se ramificar. A evolução é então dedicada ao estudo destes processos. A origem da vida era inevitável

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Possível ancestral das baleias é achado


Foi encontrado por arqueólogos norte-americanos, na região da Caxemira, Índia, um fóssil pertencente a um provável ancestral das baleias modernas. O surpreendente são as características físicas do animal. Ele seria parecido com um veado sem chifres ou a um rato gigantes de patas longas.

O Indohyus teria habitado a Terra há cerca de 48 milhões de anos atrás. Até o momento, o principl candidato a ser o parente mais próximo dos cetáceos atuais era o hipopótamo, devido a semelhanças genéticas.

Mas o Indohyus parece ter ocupado o lugar mais alto do pódio. Segundo o professor de anatomia da Northeastern Ohio Universities College of Medicine, Hans Thewissen, este animal seria um esperado "elo perdido" na evolução dos mamíferos marinhos.

Apesar desses fósseis não terem semelhança nenhuma com uma baleia, existe um fator que explicaria o parentesco: um tipo de osso da orelha só encontrado em cetáceos.

Uma análise da dentição do Indohyus demonstrou que ele gastava grande parte de seu tempo dentro d´água provavelmente se alimentando lá também. Outra característica que ligaria o animal às baleias pré-históricas é a posição e forma de alguns molares.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Religião: doença infantil da humanidade?

Richard Dawkins sustenta uma teoria bem interessante a respeito da origem das religiões. A idéia de que é bom para a criança respeitar algum tipo de autoridade (no caso, dos próprios pais), pois isto tem a ver com sua própria sobrevivência. Afinal de contas, aquela estaria sujeita a todo tipo de riscos, caso se rebelasse contra seus progenitores e saísse por aí, sem amarras. Imagine isso em uma tribo de índios, de nativos africanos e, mais longinquamente, entre os homens pré-históricos e você verá perigos cada vez maiores. Dessa forma a evolução "premiaria" toda criança obediente e "puniria" as desobedientes, até mesmo com a própria morte. Nada mais normal e até aceitável. O problema é quando essa característica natural da infância não se dispersa quando o indivíduo atinge a idade adulta. Ele então continua condicionado a respeitar uma super-autoridade, que não é mais a de seus pais. Surge então a idéia de uma autoridade tão suprema e poderosa, que nem sequer poderia ser vista ou tocada. Uma autoridade que nunca falha, que tem sempre razão e que deve ser obedecida a todo custo, afinal de contas não é assim que a criança obediente vê seus pais?? Finalmente chegamos a outra comparação interessante: de como as pessoas no auge da sua demonstração de fé costumam ter atitudes tipicamente infantis. Põem-se a dançar atabalhoadamente, a chorar copiosamente, a falar coisas sem sentido, a cometer atos irracionais. E por fim, a acreditar em tudo que o "representante" da super-autoridade diz, seja esse um padre, um pastor, um rabino ou um omã. Espere, isso é apenas uma teoria. Mas que faz sentido faz, não é mesmo?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Fé e Ciência são bem diferentes...

Richard Dawkins explica porque Fé e Ciência não podem e não devem conviver juntas.

Primeiro ele mostra as diferenças, ficando claro que elas na verdade são opostas.

Ele conta a origem da história da Ascensão de Maria, que na verdade foi inventada cinco séculos depois de Cristo e que pela força da tradição tornou-se aceita, pelo menos entre os católicos. E que as pessoas levam isso a sério pelo simples fato da história ser agora muito antiga e ter sido passada século após século!!!! E pior, o Vaticano decretou de que essa história deveria ser aceita pelos fiéis!!! Com isso ele discute até que ponto vai a famosa "infalibilidade" do Papa.

No fim de algumas reflexões, ele demonstra que o verdadeiro cientista é o oposto de um fanático religioso: ele fica contente em estar errado, se alguém lhe demonstrar que ele está, de fato, errado!

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